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sábado, 27 de novembro de 2021

Novembro Azul: psiquiatra explica que medo e preconceito podem atrasar o diagnóstico e trazer consequências para corpo e saúde mental

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Estima-se que a taxa de prevalência da depressão em pacientes com câncer gire em torno de 22% e 29%. Num estudo realizado no Hospital AC Camargo, a depressão foi diagnosticada em 30,5% das pessoas internadas para tratamento oncológico. As estatísticas acendem um alerta: o corpo emocional também exige cuidados. No mês de combate ao câncer de próstata, o psiquiatra Dr. André Gordilho, da Holiste Psiquiatria, aponta que o medo e o preconceito de muitos homens podem atrasar o diagnóstico e trazer consequências para o corpo e para a saúde mental.

Novembro Azul

“O câncer de próstata é o tipo mais comum entre os homens, mesmo assim ainda é um tabu. Por desconhecimento ou preconceito, associam o exame de toque retal à uma diminuição ou invasão da masculinidade. Essa dificuldade aumenta o risco de câncer de próstata e de outros problemas que podem advir disso. Desde a necessidade de procedimento cirúrgico ou quimio/radioterápico, risco de disfunção erétil, incontinência urinária, até o confronto com a possibilidade de morte, que pode afetar muito a saúde mental”, explica.

O combate a esta cultura que está colocando em risco a saúde de muitos homens passa, segundo o psiquiatra, por medidas educativas, informação e educação da população. Nesse sentido, as iniciativas da campanha Novembro Azul colaboram com o debate público sobre o tema e ajudam a desmistificar o diagnóstico e a doença. De qualquer modo, a saúde mental é um fator decisivo: um estudo do Journal of Clinical Oncology, aponta que a depressão pode, inclusive, comprometer a eficácia do tratamento oncológico.

“Caso seja identificada uma alteração do ponto de vista psíquico no paciente que necessite de intervenção profissional, as diferentes especialidades envolvidas no tratamento oncológico devem trabalhar em conjunto. O diagnóstico da depressão requer cuidado e atenção. psiquiatras que conhecem as peculiaridades do adoecimento e do tratamento oncológico são os mais indicados para detectar e ajudar a tratar o problema”, comenta.

O mais importante é entender que existem tratamentos para o corpo físico e emocional.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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