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sábado, 29 de janeiro de 2022

Centro Oeste: população diz que eleições vão mobilizar atenção e por Copa do Mundo em 2º plano em 2022

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Às vésperas do aniversário de 200 anos da Independência de Portugal, 59% dos brasileiros que vivem na região Centro-Oeste não sabem dessa comemoração. Mas, depois de tomarem conhecimento desse evento, 57% declaram que o Brasil tem o que comemorar.

Nessa perspectiva histórica, os fatos mais lembrados pela população do Centro-Oeste em 500 anos são abolição da escravidão (37%), a própria Independência do Brasil (29%), seguida pela Proclamação da República (17%) e o impeachment de Dilma Rousseff (16%), bem como a implantação do Bolsa Família, hoje Auxílio Brasil (também 16%).

Quando perguntados sobre qual o melhor símbolo para traduzir o Brasil, a natureza é tida como a definição mais precisa do país para 68% das pessoas, seguida pelo seu povo (31%) e pela dimensão continental do território (18%).

A fé (48%), seguida da capacidade de superação (38%), são as características que melhor definem os brasileiros, segundo os entrevistados.

Mais da metade dos entrevistados (56%) se diz satisfeita com a vida no país, particularmente ao ver a si e sua família com boa saúde após a grave e longa crise sanitária. O número de pessoas que acredita em tempos melhores para o país em longo prazo (56%) supera os que acham que o Brasil estará pior daqui a 10 anos (27%).

Para 54% dos entrevistados, a saúde ainda é o maior desafio a ser enfrentado após o controle da pandemia. A educação foi lembrada por 37% dos entrevistados. A fome e a pobreza foram citadas por 31% das pessoas ouvidas na pesquisa.

Essas são algumas das revelações da 9ª edição do OBSERVATÓRIO FEBRABAN — Pesquisa FEBRABAN-IPESPE, que buscou investigar as percepções e expectativas para 2022 e os 200 anos da Independência política brasileira. O levantamento, realizado entre os dias 19 a 27 de novembro, com 3 mil pessoas nas cinco regiões do país, mostra que o brasileiro está resiliente frente às dificuldades impostas pela crise atual, mas cauteloso sobre o futuro próximo.

Pobreza e desigualdade mobilizam opinião pública

Em 2022, a opinião pública deverá ser mais mobilizada pelas eleições (44%). A agenda econômica (desemprego e inflação) recebeu 37% de menções, assim como a fome, a pobreza e a desigualdade (também 37% das pessoas). A Copa do Mundo (22%) e o controle da pandemia do coronavírus (17%) também foram destacados.

“Ao mesmo tempo que mostra a população preocupada com seu cotidiano, a pesquisa revela que o brasileiro tem esperança no futuro e espera, para os próximos anos, um país mais justo e com menos desigualdade social e, em segundo lugar, deseja um país sem corrupção”, diz Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN. “A pesquisa comprova também que o brasileiro gosta de ser brasileiro e que a melhoria nas condições de saúde, seja pública seja da família, é motivo de grande satisfação”.

O sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE, destaca ainda que, olhando adiante, boa parte dos entrevistados acredita que muitos dos hábitos que foram adquiridos ao longo da pandemia devem ser mantidos e até ampliados. “Nessa relação está o trabalho remoto, as compras online e a maior presença junto à família, além do uso de serviços de streaming para filmes e música, e a comunicação através de redes sociais e chamadas de vídeo”, diz Lavareda.

A íntegra do nono levantamento OBSERVATÓRIO FEBRABAN, pesquisa FEBRABAN-IPESPE, recorte regional pode ser acessada pelo site da Febraban

Abaixo, seguem os principais resultados do levantamento na região Centro-Oeste:
 

Independência do Brasil

A maioria dos entrevistados (59%) não tinha conhecimento de que em 2022 o Brasil completará dois séculos de independência em relação a Portugal.

Os 200 anos da independência são motivo de comemoração para 57% das pessoas ouvidas, ao contrário de 40% que acham que o Brasil não tem razões para comemorar.

Fatos Históricos mais importantes

A abolição da escravatura no país é apontada como o acontecimento mais importante da história do Brasil por 37% dos entrevistados, quando apresentados a vários fatos históricos. Em seguida, 29% mencionaram a independência do país, em 1822, e 17% a Proclamação da República, em 1889. A redemocratização a partir do fim do governo militar, em 1985, foi citada por 12% das pessoas ouvidas.

Símbolos Nacionais

A natureza foi apontada por 68% das pessoas como símbolo que melhor define e representa o Brasil. A população aparece em segundo lugar, com 31%, seguida pela dimensão continental do país (18%). O futebol, tido como uma paixão nacional, ficou na quarta colocação, com 17%. A música foi mencionada por 10%.

Característica positiva do brasileiro

Em pergunta de múltiplas respostas, quase metade dos entrevistados (48%) aponta a fé como a característica mais positiva dos brasileiros. Em seguida, a capacidade de superação foi mencionada por 38% das pessoas. A alegria dos brasileiros foi lembrada por 31% dos entrevistados. Outros 25% acham que a criatividade é o traço mais marcante da população. A disposição para o trabalho (23%) e a solidariedade (21%) foram também características bem ressaltadas.

Satisfação com o país

A melhoria do quadro de saúde, com o avanço da vacinação e a queda nos índices de casos da Covid-19 e de mortes, faz com que mais da metade da população do Centro-Oeste (56%) se considere muito satisfeita (7%) ou satisfeita (49%) com a vida no país.

A saúde própria ou da família (58%) foi citada como o principal motivo de satisfação nesse momento. A família e as relações afetivas foram apontadas por 53% dos entrevistados como outro grande motivo de satisfação. O controle da pandemia do coronavírus é motivo de satisfação para 35% da população do Centro-Oeste. Não obstante o grande índice de desemprego no país, pelo menos 15% se dizem satisfeitos com a vida que levam por conta do trabalho.

Problemas do País ​

No caso de maior controle da pandemia, a saúde foi citada por mais da metade dos ouvidos (54%), como principal problema que deve receber mais atenção em 2022. A educação vem em segundo lugar (37%), seguida da fome e pobreza (31%). O desemprego foi mencionado por 18% dos entrevistados; também mereceram destaque: crise hídrica e racionamento de energia (14%); inflação e o custo de vida (8%); corrupção (8%); impostos (6%) e meio ambiente (4%).

Brasil 2032

Numa projeção para os próximos dez anos, mais da metade da população entrevistada no Centro-Oeste (56%) acha que o Brasil estará melhor do que hoje em dia. Para 27% dos entrevistados, o país estará pior no período de uma década. Outros 13% não acreditam em mudança, acham que vai continuar igual.

O que chamará atenção em 2022

As eleições foram apontadas por 44% dos entrevistados como um dos temas que mais irão mobilizar a população no ano que vem, seguidas de questões econômicas a exemplo de desemprego e inflação, apontadas por 37% das pessoas, bom como os problemas sociais (fome, pobreza e desigualdade, mencionadas também por 37% das pessoas). Outros 22% acham que a Copa do Mundo será o tema que mais vai movimentar 2022; também houve destaque para a continuidade da questão da pandemia da Covid-19 (17%). Menos de um décimo citam outros temas que irão mobilizar as pessoas no ano que vem, tais como meio ambiente e preservação das florestas (6%).

Mudanças da Pandemia

Depois de quase dois anos de pandemia, muita coisa mudou na vida das pessoas e alguns aprendizados deverão reverberar em 2022:

  • 39% acreditam na tendência de ficar mais em casa com a família;
  • Para 33%, o trabalho remoto será mantido no pós-pandemia;
  • Para 33%, hábitos de fazer compras online serão mantidos ou ampliados;
  • 20% avaliam que a comunicação pelas redes sociais e chamadas de vídeo são outros hábitos que foram intensificados na pandemia e devem continuar em 2022.
  • 17% apontam o estudo online ou a distância.
  • 12% o uso de serviços digitais de bancos.
  • 8% citam o entretenimento online com uso de serviços de streaming para filmes e música; 4% citam a redução de uso de carro particular; 3% lembram da prática de esportes e atividades físicas.

O que se espera do Brasil

No campo do desejo, a população do Centro-Oeste espera principalmente um país mais justo, com menos desigualdade social (45%); sem corrupção (41%); um Brasil com economia forte (34%) e com menos desmatamento e com a Amazônia protegida (33%).

 Sobre a Febraban

A FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos – é a principal entidade representativa do setor bancário brasileiro. Fundada em 1967, na cidade de São Paulo, é uma associação sem fins lucrativos que tem o compromisso de fortalecer o sistema financeiro e suas relações com a sociedade e contribuir para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do País.

O quadro associativo da entidade conta com 117 instituições financeiras associadas, as quais representam 98,8% dos ativos totais e 96,6% do patrimônio líquido das instituições bancárias brasileiras.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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