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Ações Brasileiras, a oportunidade da década?

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Todos os consagrados livros de investimentos ou até mesmo os lendários gestores afirmam “compre na baixa e venda na alta”, mas por que será que isso é tão difícil?

De forma resumida, quando falamos de investimentos e dinheiro, o psicológico é quem manda.

Atualmente, a maioria dos investidores brasileiros pensa: “Por que devo investir em ações se a renda fixa me paga 13% ao ano sem risco? Além disso, eu escuto na rádio, TV e portais de notícias que o Brasil vai mal e ainda temos uma eleição pelo caminho.”

Essas preocupações existem sim, mas as pessoas esquecem que o preço reflete a expectativa e não o dia a dia de uma empresa. Se tudo estivesse bem, o preço dos ativos seria outro.

Outra coisa que as pessoas negligenciam são os ciclos de mercado, a diversificação e o plano de investimento.

1)      A bolsa brasileira vai cair para sempre? Definitivamente não, assim como a bolsa americana não vai subir para sempre. Elas respeitarão seus ciclos.

2)      Eu preciso ter 100% do meu capital investido em renda fixa ou em ações? Não, você pode e deve ter um balanceamento que te dê conforto na tomada de risco.

3)      Qual meu horizonte de investimento? Qual meu perfil de investidor?

Essas perguntas facilitarão sua vida na tomada de decisão.

Agora vamos aos fatos:

– A bolsa brasileira é a mais barata dos últimos 20 anos e o múltiplo de “Preço x Valor” do Ibovespa perde apenas para os índices das bolsas da Turquia e Egito, dois países considerados de altíssimo risco para se investir.

– O Brasil de hoje é muito melhor que o do passado. Reparem que todas as métricas de atividade hoje são melhores que a dos momentos agudos de crises anteriores.

– As eleições serão o fim do Brasil? Não acreditamos em uma ruptura institucional, mas nunca negligenciamos até mesmos os riscos improváveis, por isso a diversificação é importante e comprar ações baratas também. Suzano, Itaú, Ambev e Vale são exemplos de empresas que atravessaram por diversas crises nos últimos anos e conseguiram gerar valor aos seus acionistas.

Se você não sabe precificar um ativo, você tem duas alternativas, comprar um fundo de ações e delegar essa gestão para um gestor, a um custo de taxas de administração e performance. Ou assinar o serviço de uma casa de análise credenciada, que de forma independente, irá recomendar carteiras de investimento e você será o gestor do seu próprio capital investido.

O que, definitivamente, você não pode fazer é investir sem saber o que está fazendo. Entretanto, infelizmente isso é o que mais acontece. Por isso a bolsa de valores brasileiros ainda conta com muitos torcedores ao invés de investidores.

Por Ricardo Penha – sócio-fundador do Hub do Investidor.

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