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Mudanças climáticas aumentam risco de AVC

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É visível os impactos das mudanças climáticas no planeta. Mas, para além do aumento das temperaturas, os fenômenos naturais e a escassez de recursos, os prejuízos atingem diretamente os seres humanos, sobretudo sua saúde. Um exemplo disso é o maior risco de desenvolver doenças como o AVC (acidente vascular cerebral).

O neurocirurgião Dr. Victor Hugo Espíndola lembra que os fatores de risco padrão para o AVC incluem pressão alta, diabetes, tabagismo, obesidade, dieta não saudável, falta de exercício físico, consumo excessivo de álcool e histórico familiar da doença. Somado a esta lista estão as mudanças climáticas, que podem aumentar o risco de desenvolver a condição de diversas maneiras.

“A poluição do ar associada às mudanças climáticas pode levar a condições cardiovasculares, incluindo AVC. Além disso, eventos climáticos extremos, como ondas de calor, podem desencadear aumentos na pressão arterial e desidratação. Isso aumenta naturalmente o risco de desenvolver a doença”, aponta o especialista.

Vale destacar que não é apenas o calor que aumenta esse risco. Afinal, em períodos mais frios, também vemos o aumento do número de AVC. Isso ocorre devido ao menor consumo de água, maior consumo de bebidas alcoólicas e aumento de neurotransmissores que levam a contração das artérias e aumento da pressão arterial, adverte o médico.
Como reverter esse fenômeno

Conforme o neurocirurgião, para reverter o impacto das mudanças climáticas na saúde e reduzir o risco de AVC, é preciso adotar medidas como a redução da emissão de gases de efeito estufa. Por outro lado, deve-se aumentar os investimentos em energia limpa e políticas de adaptação para lidar com eventos climáticos extremos são essenciais.

“Além disso, é crucial promover estilos de vida saudáveis. Isto é, uma dieta equilibrada, exercícios regulares e evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool”, destaca Victor Hugo.

“É importante ressaltar que a conscientização sobre os riscos dos AVCs relacionados às mudanças climáticas deve ser ampliada, tanto entre os profissionais de saúde quanto entre o público em geral. Isso pode incluir programas de educação pública e políticas de saúde específicas para mitigar os efeitos das mudanças climáticas na saúde cardiovascular”, finaliza o médico.

Fonte: Saúde em Dia

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